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    Data: 13/07/15  hora: 09:13:01



PARA QUE SERVE O PRIMEIRO EMPREGO?
Um texto para a Geração Y
LUISA VENANCIO DOS REIS

Foto de exibição

Sempre fui boa aluna, daquelas tipo nerd, sabe? Na verdade nem sempre, até o final da oitava série, do hoje chamado ensino fundamental me mantive assim. Foi no ensino médio que a coisa desandou um pouco. As crises da adolescência e algumas paixonites platônicas me tiraram o foco, mas consegui concluir essa etapa sem grandes problemas. Lembrando que deixei de ser “nerd” para ser uma aluna mediana, ok? Antes que pensem que me tornei uma rebelde sem causa. Na verdade sempre fui muito tranquila e a timidez nunca me deixou aprontar muito.

Há mais ou menos dez anos quando iniciei minha saga em busca do primeiro emprego não havia tantos recursos tecnológicos disponíveis como hoje. Sou da geração que entregava currículo na recepção das empresas e torcia, torcia e rezava, rezava muito para ser chamada para uma entrevista. A remuneração era o que menos importava naquela época. Afinal, eu era jovem, inexperiente, recém-saída da escola (pública diga-se de passagem) o que poderia exigir com esse “currículo brilhante”? Minha mãe sempre priorizou nossa educação (minha e de meus dois irmãos) e por isso, desde sempre fizemos cursos e mais cursos já pensando em ingressar no mercado e também cursar uma faculdade. Para felicidade dela, passado todo esse tempo têm três filhos formados e coleciona quatro diplomas e meio na parede da sala. Parece que a conta não bate, né? Mas é isso mesmo, eu tenho duas graduações, minha irmã tem uma e meu irmão mais novo, pasmem, possui uma completa e atualmente cursa a segunda universidade, vale ressaltar que nesse rol temos USP, FATEC e UNICAMP, então posso afirmar que a receita de criação dela deu resultado e sempre seremos gratos por isso. Minha mãe é muito especial e merece um outro artigo completo só para contar a vida dela. Mas deixemos Dona Irene de lado por enquanto.

                Voltando a questão do meu primeiro emprego, o que eu mais queria era APRENDER! Aprender não só as atividades que uma organização possui, sua estrutura e afins, mas aprender a me relacionar e me inserir nesse mundo desconhecido, logo, o quanto eu ganharia naquele momento não era relevante para recusar uma vaga. Consegui meu primeiro emprego após um longo processo seletivo enquanto cursava o ensino médio. Trabalhava quatro horas por dia e ganhava a fortuna de cento e quarenta e sete reais! Era outra época e outros fatores econômicos e com essa quantia conseguia sentir o gostinho da liberdade de comprar roupas, sapatos, sair com as amigas e passear no shopping sem precisar pedir dinheiro para a mamãe, pois mesada era uma palavra que só pertencia ao mundo da fantasia. Por dois anos seguidos fui estagiária e como todo bom estágio fiz um pouco de tudo: atender telefone, anotar recado, arquivar  papelada, mexer em computador. Foi nessa época que fiquei íntima do excel e todo o pacote Office e foi também quando aprendi a importância de me relacionar com os outros. Atuava em um órgão publico, mas hoje posso afirmar que os problemas de convivência são exatamente os mesmos de uma empresa privada e sabe por quê?Porque pessoas são pessoas, não importa lugar, época ou salário e quanto antes aprendermos isso mais fácil a vida profissional se torna. Ter paciência, saber a hora de falar e como falar, trabalhar em equipe, lidar com chefes e superiores, obedecer ordens eram assuntos que não estavam na minha grade curricular do colégio e precisei aprender na prática. Observando, atentando-me a forma como os demais agiam e mantendo os ouvidos abertos para comentários, críticas e broncas. Foi assim, no dia a dia que construí aos poucos minha postura profissional e sabia exatamente o que fazer se quisesse continuar com o trabalho. Terminei o ensino médio e automaticamente meu estágio teve fim, afinal, como disse era um órgão público e não existia possibilidade de uma efetivação.

Com quase dezoito anos era hora de decidir o que fazer da vida, certo? Errado! Não tinha a menor ideia de qual carreira seguir. Após algumas pesquisas me identifiquei com o Turismo e essa foi minha primeira graduação. Após seis meses de curso lá estava eu em mais um estágio,  conciliando o departamento de reservas de um pequeno hotel com a rotina noturna de estudos na faculdade. Concluída a graduação fui efetivada na maior rede hoteleira do país, uma multinacional. A experiência foi ótima,  além de uma bagagem profissional recheada de aprendizado fiz grandes amigos. Com o passar do tempo senti a necessidade de buscar novos horizontes, mudar de área, experimentar novos ares. Nesse período decidi estudar novamente, foi o início da minha segunda faculdade. Mais ciente das minhas escolhas e pronta para recomeçar: enveredei pela área de Negócios! Com outro olhar voltei à vida de estagiária.

Foi durante esse processo que conheci os Recursos Humanos e suas várias segmentações. Fui responsável pela implantação da área de Treinamento e Desenvolvimento, e Recrutamento e Seleção de uma empresa com mais de quinze anos de existência. Currículos, entrevistas e programas de capacitação fizeram parte da minha rotina diária por quase quatro anos, após esse período me aventurei pelo empreendedorismo e inaugurei em parceria com meu antigo chefe a consultoria Habittus Gente & Gestão, que tem como foco o desenvolvimento de pessoas.

A partir das minhas experiências como estudante, estagiária e profissional posso garantir que o que vejo hoje é um cenário invertido:  jovens  sem experiência ou vivência exigem cada vez mais das empresas: salários altos, jornadas flexíveis, rápido crescimento profissional,  oferecendo  em troca: pouca disposição para aprender, impaciência, tudo deve estar pronto na velocidade de um click, conhecimento técnico muitas vezes insuficiente. Boa parte termina a universidade sem saber o mínimo da norma padrão do português, matemática básica ou noções da própria área de formação. E não estou exagerando! Trabalho desde 2010 com recrutamento e seleção e  vejo essa triste realidade aumentar a cada ano. A chamada Geração Y ou Geração da Internet, que segundo alguns autores é composta por jovens nascidos a partir dos anos 80  conhecidos por serem extremamente ligados em tecnologia, sonham em conciliar lazer e trabalho e buscam de forma constante novas experiências. São também ansiosos e inquietos, o que muitas vezes prejudica a carreira por almejarem ascensões meteóricas e contínuas. Por não saberem o que querem acabam fazendo de tudo. E as empresas se desdobram para descobrir uma forma de atrair e reter esses profissionais, entretanto parece que nada 100% efetivo foi descoberto até agora.

                Vivemos na era da internet, onde os estímulos são constantes e imediatos e por outro lado, se perde a capacidade de focar, concentrar e até mesmo reservar um tempo para pensar sobre a vida e suas nuances. O ingresso no mercado de trabalho está cada vez mais competitivo e os melhores preparados tecnicamente podem se beneficiar e conquistar “melhores oportunidades”, porém, existem habilidades que não são ensinadas em sala de aula e são justamente essas as mais valorizadas no momento:trabalho em equipe, assertividade, empreendedorismo interno, inovação, empatia, capacidade de negociação, falar em público, mediação de conflitos, visão holística, vender ideias, liderança e por aí vai. Um diploma não é diferencial faz tempo. Um bom profissional além do nome impresso em um certificado precisa de autoconhecimento, e esse dá trabalho. Exige dedicação e uma certa dose de consciência. Vou parar por aqui para o texto não ficar muito longo e em outro post prometo explorar com detalhes a importância do autoconhecimento para a vida profissional. 

 







 


Paula   escreveu em  05/08/15
Texto muito bom!


Ana   escreveu em  03/08/15
bom
Fernanda    escreveu em  29/07/15
Bacana!
Maggie   escreveu em  29/07/15
Amei
Ana Abreu   escreveu em  28/07/15
muito bom
Marina matoba   escreveu em  27/07/15
Muito bom seu artigo Luisa !!! Parabéns !
Ernesto Nakamatsu   escreveu em  24/07/15
ligados em tecnologia sim... pois é quase que obrigatório atualmente.\r\nsonhar em conciliar lazer e trabalho , creio que é um anseio antigo, independente de que \\\"geraçao\\\" pertença...\r\nalmejar ascençao meteórica... também creio que qualquer um sempre quis...\r\na tecnologia permitiu que tanto a conciliaçao de lazer com ascençao meteórica possam ser alcançados com mais frequência... mas não é pertencer a essa \\\"geraçao\\\" que faz isso ocorrer...\r\nser antenado em tecnologia e não ser antenado em \\\"técnica\\\" não adianta nada... assim como, ter \\\"conhecimento técnico\\\" e não ter o mínimo de conhecimento tecnlógico , também..\r\nos ícones e símbolos da geraçao denominada Y , nao alcançaram o sucesso almejado por terem nascido nessa época ou serem somente antenados.... eles souberam aplicar o conhecimento tecnológico e correram atrás da técnica ( liderança, relacionamento interpessoal, vendas, gestão, etc...) ... assim como temos cases de sucesso de pessoas de outra geraçao que possuiam a técnica e correram atrás de se atualizar tecnologicamente... portanto, talvez o que falta para as pessoas da geraçao Y é entender que o primeiro emprego seja para se capacitarem tecnicamente...ou as pessoas que já possuem essa técnica, serem capacitadas tecnologicamente...E as empresas entenderem, que para se ter um quadro mais produtivo, ou buscam esse perfil, nao pelo pertencimento a uma \\\"geraçao\\\" , mas buscando pessoas com os 2 perfis... e se estiver tendo dificuldades, ter um programa de capacitaçao dos 2 lados...