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    Data: 22/11/16  hora: 02:44:28



O que é preciso para ter sucesso nas contratações?

Luisa Reis

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CENÁRIO ATUAL

Muito se fala da dificuldade em contratar bons profissionais no mercado e cresce o número de empresas que já tentaram de todas as formas, sem sucesso, resolver este problema. Gasta-se com recrutamento e seleção, além de um outro problema ainda mais oneroso: o turnover, que nada mais é do que a frequente rotatividade de pessoas em uma empresa ou organização. O turnover é oriundo da contratação errada, onde apenas conclui-se que é melhor a substituição após se perceber que a contratação efetuada não deu o “retorno” esperado, o que geralmente ocorre meses depois. Para piorar este quadro, alguns profissionais que “deram certo”, quando menos se espera, saem da empresa em busca de outra oportunidade.

Por acaso este é o cenário atual da sua empresa?

Se sim, quero lhe mostrar alguns cuidados que qualquer empresa, seja através de seu RH próprio ou através de uma consultoria, deve ter e que podem diminuir muito esses problemas.

Afinal, o que é preciso para ter sucesso nas contratações?

CENÁRIO IDEAL

1. RH é um departamento estratégico

RH não é um novo nome do antigo Departamento Pessoal. O significado é bem mais amplo. Trata-se da área que administra os Recursos Humanos, ou seja, as pessoas, “gente”, que formam e representam a empresa e que a fazem funcionar. A área de RH é responsável por contratar todas as pessoas das outras áreas da empresa.

Pense no departamento de Recursos Materiais que ainda mantém o nome de “Compras”. Geralmente, neste setor, para a compra de qualquer item, é exigida uma especificação do produto a ser comprado, caso contrário, o comprador pode adquirir itens errados, que não terão funcionalidade para a empresa e o processo terá que ser refeito.

Para o RH o conceito é o mesmo; contratar equivale ao “comprar” e a especificação equivale ao perfil da vaga a ser preenchida, mas com um agravante: um objeto ou máquina não tem vida própria, com suas características psicológicas, comportamentais e emocionais. Portanto, além de atender aos requisitos técnicos da vaga, é importante que o contratado alinhe-se com os valores da empresa, pois ele vai interagir com outros indivíduos e caso não haja um gerenciamento correto das pessoas, isso acarretará em perdas e erros. Daí a importância de ter um RH (próprio ou terceirizado) estratégico e qualificado, reconhecido e tratado como tal e não meramente um setor operacional. Quanto mais competente for esta área, menos dor de cabeça você terá em todas as demais.

2. “Especificação” de gente

Para “especificar” gente, é necessária a definição do perfil profissional, não somente do perfil técnico ­- formação, idade, gênero, experiências, etc. – tão comuns, mas que não traduzem o perfil emocional, comportamental e psicológico necessários não somente para a execução, mas para o alinhamento com o perfil da empresa.

Este é um dos principais fatores de erro em contratação, uma vez que, além de as empresas não definirem o perfil de forma adequada, muitas ainda não possuem identidade própria de visão e valores. Sem isto, a contratação pode ser considerada uma “loteria”, onde contrata-se e “reza-se” para que o indivíduo seja competente e alinhe-se com a empresa.

3. Integração, acompanhamento e capacitação

Outro erro diz respeito à crença das empresas de que, uma vez contratado o indivíduo e acordadas as bases de remuneração, é somente necessário lhe fornecer uma lista de atividades a serem executadas e esperar que sua produtividade seja alta, confiando assim, que seu problema quanto à vaga tenha sido resolvido e somente lhe cabe cobrar os resultados devidos. No entanto, é preciso ter em mente que as pessoas têm necessidade de integração social e que trabalharão relacionando-se com outras numa mesma empresa.

Há aquelas organizações que acreditam ser somente necessária a contratação e a designação de atribuições. Contudo, as funções de um indivíduo fazem parte de um processo onde, certamente, lhe afetarão, assim como também às outras áreas. Desta forma, é importante que o novato conheça os outros departamentos e outras pessoas para que ele possa produzir mais e com uma maior velocidade de resposta.

Todavia, apenas integrar o indivíduo e acreditar que ele vá fazer tudo o que é necessário e de forma correta é outra “loteria”. É fundamental que a empresa tenha um processo de acompanhamento inicial, pois, ainda que o indivíduo saiba como executar seus afazeres, cada empresa tem suas próprias dinâmicas. Mas, digamos que na prática, o indivíduo recém contratado tenha dificuldades em executar suas tarefas. Então, há somente duas decisões a serem tomadas:

· Substituí-lo (turnover);

· Capacitá-lo, corrigindo-o pois se foi selecionado, entende-se que tem potencial.

Desta forma, o RH também deve ter um processo de correção para estes contratados, já que retê-los e qualificá-los é mais econômico do que um eventual novo processo de contratação.

4. Modelo de contratação importa?

Sem dúvida! A dinâmica é simples: quanto mais estruturado for o RH para selecionar, integrar, acompanhar e corrigir/capacitar, menor tende a ser o custo mensal do contratado e a sua resposta de produtividade será mais rápida.

Agora, sem estrutura, não adianta reclamar de turnover e da qualidade dos profissionais do mercado.

 Luisa Helena Venâncio dos Reis

Diretora Comercial na Habittus Gente & Gestão — Inovação em Processos de RH

 

Luisa Reis é formada em Gestão Comercial pela Fatec e atualmente cursa MBA em Gestão de Pessoas. Atua com foco em Treinamento & Desenvolvimento e Recrutamento & Seleção desde 2010. Também é graduada em Turismo com experiência na área de atendimento ao cliente e vendas no segmento de hotelaria de luxo, tendo atuado no Grupo Accor Hospitality por mais de 03 anos. Foi ganhadora do Prêmio “Mérito Acadêmico” em 2013, concedido pelo CRA (Conselho Regional de Administração do Estado de São Paulo), por ter sido a melhor aluna do curso de Gestão Comercial da Fatec Ipiranga. Teve participação Especial no Programa “Fui Estagiário” da TV Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) como case de sucesso pelo desenvolvimento da carreira acadêmica e profissional. Atualmente é diretora da HABITTUS - Gente&Gestão, consultoria de Desenvolvimento Humano e Organizacional prestando serviços de consultorias e treinamentos.

Contato: luisa.reis@habittus.com.br